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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Adele - Rolling in the Deep

Levante a mão quem esta ansioso pelo segundo álbum de Adele, "21". Ok, todo mundo quer ouvir o esperado novo álbum da cantora inglesa! Enquanto 22 de fevereiro não chega, o single "Rolling in the Deep" serve de aperitivo, contendo duas músicas: "Rolling in the Deep" e "If it Hadn't Been For Love".

Adele (Adkins) é uma das mais gratas e belas vozes que surgiram no cenário musical nos últimos anos. Sua estréia "19" em 2008 lhe garantiu os Grammy's de artista revelação e melhor performance feminina por "Chasing Pavement". A Inglaterra das melhores bandas de rock do mundo, de grandes escritores, agora também lançado as melhores cantoras do mundo, a exemplo de: Adele; Amy Winehouse; Florence (and the Machine) Welch e Laura Marling.



O single arrasa quarteirões Rolling the Deep saiu no finalzinho de dezembro para despedaçar todos os corações. Este fragmento do novo álbum, em particular, parece-me menos jazzistico que o anterior e mais blues, soul e country, isto é, calcado na cultura do sul dos Estados Unidos. A própria Adele classificou o single como: "dark bluesy gospel disco tune". A outra faixa é "If t Hadn't Been For Love", uma versão da música do cantor country Darryl Worley.

Eu morro de medo quando vejo um artista inglês indo para os EUA, parece que eles perdem a sua alma depressiva e melancólica britânica e se transformam em algo parecido com um cowboy ébrio feliz. Sério mesmo! Mas, a tirar pelas duas faixas do single, tudo que posso dizer é que adoro um blues com British accent. O fato é que hoje em dia, as cantoras inglesas soam mais cantoras de raízes americanas, que as próprias norte-americanas.

P.S.: link para download nos comentários.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Álbuns gringos #01 - 15

#01 - I Speak Because I Can (Laura Marling)

Esqueça participações especiais, orquestrações épicas, grandiosidade, vozes cumpridas, nada disso é necessário para Laura Marling. A jovem cantora inglesa que despontou no cenário musical aos 17 anos; com o excelente Alas I Cannot Swim; emociona apenas com sua voz e violão. Agora aos vinte anos, a cantora lançou um delicado e maduro álbum, que deixaria Nick Drake orgulhoso. Os contos narrados pela moça abordam temas como: perda, incertezas, desamores e traição. Sua voz é daquelas que toca a alma. Atenção: Devil's Spoke (video); Rambling Man; What He Wrote; Goodbye Old England (Covered in Snow) e Blackberry Stone.

#02 - The Suburbs (Arcade Fire)

Quando você acha que os canadenses do Arcade Fire não têm mais como se superar eis que eles lançam The Suburbs, o terceiro álbum. Ainda que os indies de plantão continuem a clamar pelo Funeral e eu pelo Neon Bible. Win e Régine são o casal que vive uma história de amor proibida no subúrbio de uma cidade esquecida no meio do Texas. Este é o mais acessível discos da banda, que começa a ganhar projeção no mainstream. Atenção para: The Suburbs; Ready to Start (video); Month Of May; Empty Room; Spraw II e Deep Blue.

#03 - My Beautiful Dark Twisted Fantasy (Kanye West)

Porra, Kanye! Ame ou odeio, temos de dar o braço a torcer, o cara é uma das mentes mais geniais do cenário atual da música. A gradiosiade orquestral deste disco é exatamente o que Kanye busca: o topo. O rapper convidou uma gama de estrelas pra participar: Elton John, Rihanna, Alicia Keys, Ellie Jackson (La Roux) até Jay-Z; todos contribuiram para a construção deste épico. Destaques: Power (video); All Of the Lights; So Appelled; Monster e Gorgeous.


#04 - Brothers (The Black Keys)
Ah, o bom e velho rock and roll com influências blusísticas! O terceiro e brilhante disco da dupla norte-americana é do início ao fim fantástico! Não que os caras façam alguma coisa abaixo da média, mas esse em especial é o que se tem de melhor de rock hoje em dia. Atenção as faixas: Tighten Up (video); Black Mud; The Go Getter; She's Long Gone e The Only One.


#05 - The Archandroid (Janelle Monáe)

Uma fusão de diversos estilos; uma voz incrível; uma banda excelente e uma androide chamada Cindi Mayweather, perseguida por estar apaixonada por um humano, num futuro distante. Assim Janelle Monáe crio uma obra-prima em seu primeiro disco. Destaques: Tightrope (video); Come Alive (The War Of Roses); Make the Bus; Oh, Maker; Cold War e Faster.

#06 - Happiness (Hurts)

Como seria se os caras do Pet Shop Boys e o Tears For Fears resolvessem formar uma banda nos anos 00? Soaria algo parecido com o Hurts. Happiness é uma estréia em grande estilo. A bela voz de Theo Hutchcraft e as melodias de Adam Anderson narram causos amorosos em 47 minutos.
Confiram: Wonderful Life (video); Stay; Better Than Love e Devoltion.

#07 - Amar La Trama (Jorge Drexler)

O mais brasileiros dos uruguaios, Jorge Drexler poderia ser cantor de MPB, não fosse pela geografia. Após o ao vivo Cara B, Drexler apostou na gravação em um take, nos metais e em sua poesia sutil, fazendo assim um dos discos mais gostosos de se ouvir. Destaques: La Trama y El Desenlance (video); Las Transeuntes; Toque de Queda e Mundo Abisal.

#08 - Passive Me, Agressive You (The Naked and Famous)

O quinteto neozelandês conquistou todo mundo com o single Young Blood (video). O indie pop cheio de sintetizadores, vocais femininos e masculinos não parou por aí não, certamente Punching In a Dream grudará na sua cabeça; The Sun lembra um pouco Radiohead e no finalzinho do disco tem a adorável Girls Like You (video).

#09 - Riposte (Buke and Gass)

A palavra que define a estréia dessa dupla do Brooklyn é criatividade. Aron Sanchez e Arone Dyer criaram seus próprios instrumentos: buke (ukulele baritono com 6 cordas); gass (guitarra/baixo) e percussão crua. Resultado? 14 faixas pra derreter o cérebro e cair o queixo. Atenção para: Medulla Oblongata; Medicina; Naked Citie (video) e Sleeps Gets Your Ghost.

#10 - The Lady Killer (Cee Lo Green)

Cee Lo Green pediu licença a Danger Mouse, seu parceiro de Gnarls Barkley, para gravar seu 2° álbum solo. Um disco de uma produção invejável e recheado de boas canções. Além do hit Fuck You (video), há também as não menos excelentes: Love Gun; I Want You; Bodies e Fool For You. R&B de boa qualidade sem ser enjoativo ou repetitivo.

#11 - Night Work (Scissor Sisters)

Scissor Sisters soa retrô em novo disco. Não só soa, como veste-se, porém sua música continua agitando as pistas de danças da mesma maneira que antes. A pegada meio trilha de filme cult oitentista tem seu ápice nas faixas: Runnining Out; Invisible Light; Any Which Way (video) e Fire With Fire.


#12 - The Fool (Warpaint)

Uma banda de garotas que faz um rock psicodélico de primeira linha. The Fool é a estréia dessas californianas, após um elogiado EP. A voz de Emily Kokal pode lembrar Cat Power em alguns momentos. Feche os olhos, ouça o disco e desfrute das melodias viajantes. Destaques: Set Your Arms Down; Shadows; Warpaint; Undertow e Bees. Ouça o álbum aqui.

#13 - The Hundred in the Hands (The Hundred in the Hands)

A dupla de electropop do Brooklyn lançou um dos debuts mais legais e viciantes do ano. Ao todo são onze faixas pra dançar ao melhor estilo diva indie na balada (seja lá o que isso queira dizer). Minhas favoritas: Lovesick (Once Again); Pigeons (video); Gold Blood; Dressed in Dresden e Last City.


#14 - Gorilla Manor (Local Natives)

Este é o tipo de disco que a primeira audição já se gosta. O quinteto californianos faz um som calcado em harmonias de guitarras, vocais suaves e percussão agitada. Em suma, um indie rock com alma. Não tem como não ficar indiferente a: Who Knows Who Cares (video); Cubism Dream; World News; Camrea Talk e Warning Sing.


#15 - The Creatures in the Garden Of Lady Walton (Clogs)

O mundo precisa de mais bandas como o Clogs. O quarteto liderado pelo multi-instrumentista australiano Padma Newsome, neste quinto álbum manteve o delicado e belíssimo instrumental dos trabalhos anteriores, a diferença foi o grande número de músicas cantadas. Atenção para: Red Seas; Last Song (video); The Owl Of Love e To Hugo.

Álbuns Gringos 2010 #16 - 25

#16 - Rock Dust Light Star (Jamiroquai)

Jay Kay e cia continuam com a mesma fórmula de sempre e seus discos com a mesma qualidade Jamiroquai de ser. A idéia é dançar e se divertir a todo momento. Musicalmente a banda continua um deleite, para os dançarinos de plantão, rende várias trilhas de balada. Destaque: White Knuckle Ride; Blue Skies (video); Hurtin'; All Good in the Hood.

#17 - Eliza Doolittle (Eliza Doolittle)

Essa jovem cantora britânca, com nome de personagem do musical My Fair Lady, tem uma voz expressiva e agradável, leve e fácil de se ouvir e é assim que seu disco de estréia. Na primeira audição você vai sai por aí cantarolando: Skinny Genes; Moneybox; Rollarblades e Pack Up (video). Eis um pop de qualidade, sem vulgaridade ou beats pré-fabricados.

#18 - I Learned the Hard Way (Sharon Jones and the Dap Kings)

Soul music com selo de qualidade a lá Motown. Se existe uma cantora que soa anos 60 com luz própria, meus caros, esta é Sharon Jones. A veterana, fez uma "masterpiece" em seu 4° trabalho, ao lado dos impecáveis Dap Kings. Destaques: The Reason; Better Things to Do; Mama Don't Like My Man e I Learned the Hard Way (video).

#19 - Total Life Forever (Foals)

O debut dos ingleses tinha nome e sobrenome: pista de dança. Total Life Forever (2° disco) não deixa de nos querer fazer dançar, mas agora, de uma maneira menos frenética. A maturidade das letras e os riffs calculadamente repetidos agradam e muito! Destaque para: Miami (video); Total Life Forever; Black Gold e After Glow.

#20 - Tango 3.0 (Gotan Project)

O tango eletrônico do trio: Eduardo Makaroff, Phillip Solal e Cristoph Müller, continua agradando, em seu terceiro álbum de inéditas. Aconselho uma audição em uma manhã tediosa, seu dia vai ficar bem melhor ao som de: Rayuela (video); De Hombre a Hombre; Tango Square e La Gloria. Caso não dê certo, bem, meu caro, boa sorte, você acordou de mal humor.


#21 - The Sea (Corinne Bailey Rae)

Este é um atestado de maturidade da cantora inglesa. Um trabalho profundo e melancólico, em que Corinne canta suas tristezas pela perda do marido: Are You Here. Aumente o volume nas seguintes faixas: Blackest Lily; Paris Nights/ New York Mornings (video); Closer e Paper Doll. Àqueles que não a conhecem, eis um bom disco para começar.

#22 - Down the Way (Angus and Julia Stone)

Os irmãos australianos Angus e Julia têm vozes completamente distintas. Alternando-se nos vocais; um canta uma música, outro em outra; eles lançaram o seu 2° álbum. Ele é um cantor de folk brilhante: Black Crow; Big Jet Plaine (video); Yellow Brick Road. Ela: uma voz para poucos, delicada e sutil: Hold On (video) e And the Boys.

#23 - The Family Jewels (Marina and The Diamonds)

A artista para ficar de olho em 2010, segundo a lista da BBC, fez um álbum pop, mostrando um potencial imenso. Se a idéia for dançar, este é um bom disco. O pop chiclete com ares de pista de dança estão em: Shampain; Oh No! (video) e Are You Satisfied?. Este é, acima de tudo, um disco divertido, sem pretensiosismo.

#24 - The Age Of Adz (Sufjan Stevens)

O músico Sufjan Stevens, largou mão do seu violão e sua sutileza melódica e embarcou nos beats eletrônicos, para descrever a terra de um homem perturbado, num futuro apocalíptico. A desconstrução da música eletrônica com um fundo orquestral faz todo sentido neste mundo atordoado. Atenção para as excelentes: Futile Devices; I Walked e Now That I'm Older.

#25 - This is Happening (LCD Soundsystem)

Reza a lenda que este é o último álbum do LCD Soundsystem, se for o caso, James Murphy e companhia tiveram uma bela despedida. As tiradas sarcásticas e as batidas eletrônicas certeiras continuam sendo o prato principal do grupo. Destaques para: Drunk Gilrs (video), All I Want e I Can Change.